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27/04/13

Horas doces num lugar encantado


Há um lugar no norte do nosso lindíssimo país… 
Um lugar encantado, cheio de magia e até fadas… eu já as vi e vive-se por lá algumas horas doces…





Na margem
me reencontro. E sigo rio acima
rumo a nascentes cristalinas.
No pensamento ideia obscurecida
pelo tempo e gasta.
Tempo de um improviso
na harmónica uma leve melodia
retomando veredas. Margem acima.
A ideia se refaz para logo se emancipar.
Encostado a um velho carvalho olho os trilhos
constato o que já muito andei
mas só agora entendo o que ainda falta de caminho…

José Manuel Barbosa









“... subi-la, calcar as pedras e os musgos, embrenhar-se numa floresta de bolores, névoas, e serpentear às voltas pelo caminho de regresso... perder-se na imensidão dos nadas... e reencontrar-se!”

José Manuel Barbosa





“Sim, o caminho! Importante dar o primeiro passo, o da partida; chegar pode ser o objectivo mas... o Caminho, esse é o mais importante. “

José Manuel Barbosa




















24/02/13

Um outro olhar a NU


E porque Horas doces não é só livros e lê-los, tenho vindo a descobrir imenso prazer na arte do olhar, mais concretamente, na fotografia. 

Destaco aqui uma pagina de fotografia no Facebook, na qual descobri uma forma muito própria de reproduzir o nu, essa arte que muitas vezes é vista "pelo canto do olho".

Uma arte que admiro! 





Um prazer que preenche o olhar. Não tanto pela beleza (sempre discutível) do corpo mas e, sobretudo, pela atitude, postura e composição de todo o quadro. Bem como os contrastes evidenciados. Olhar pelo canto do olho, de facto, não vale. Porque nada ou pouco se vê e nada ou pouco se usufrui. Há que não ter medo nem se deixar abater pelo preconceito do outro e construir uma ideia, uma página, em que, de certa forma ou de todas as formas, nos lembre que somos nós quem lá estamos! E que nos afirme!  

[José Manuel Barbosa]









A Fotografia é uma forma de ficção. É, ao mesmo tempo, um registo da realidade e um auto-retrato, porque só o fotógrafo vê aquilo daquela maneira.

[Gérard Castello Lopes]







Há que treinar o olhar. Educar a forma como se vê. E ver apenas o que se quer ver...

[José Manuel Barbosa]










Talvez que a tal Arte mais não seja do que a forma como se vê e não tanto a forma como se faz.

[José Manuel Barbosa]